DIFICULDADES EM ATINGIR O ORGASMO

Essa queixa parece atingir mais de 50% das mulheres. A maioria delas consegue orgasmo na masturbação ou sexo oral, mas não na penetração. Algumas outras não  conseguem em nenhuma situação. Assim, não ter orgasmo com a penetração é muito mais comum do que se imagina.

Ser comum no entanto, não quer dizer que a mulher deva se contentar com isso e não buscar modificar a situação. Normalmente a mulher que não tem orgasmo com a penetração pode se excitar plenamente com as carícias no ato sexual e mesmo com a penetração, mas quando percebe sua excitação aumentando ocorre o bloqueio e não consegue atingir o orgasmo. Quanto mais ela procura obtê-lo, mais difícil ele se torna, chegando ao ponto de, com o passar do tempo ela acabar perdendo o interesse pelo sexo, passando a evitar as relações sexuais, comprometendo assim o seu relacionamento conjugal.

Geralmente essa queixa não tem causas orgânicas. Fatores culturais educacionais, como a repressão sexual, algum trauma ou violência sexual sofrida e outros, estão inseridos nas causas psicológicas desta queixa.
O ato sexual requer uma espécie de abandono à situação, ou seja, é preciso que a pessoa se desligue de tudo ao seu redor para que consiga se envolver naquele  momento com seu parceiro percebendo as sensações boas que o sexo pode trazer com uma entrega total na situação.

Mulheres autoritárias, que necessitam ter o controle das coisas e das pessoas, tem extrema dificuldade de se entregar e se abandonar ao momento do sexo, uma vez que se desligar do que está ao seu redor lhes causam a sensação de estar perdendo o controle da situação. Assim, não conseguem se envolver a ponto de chegar ao orgasmo.

Conflitos inconscientes podem ser evocados pelas sensações eróticas ou até mesmo fatores profundamente arraigados podem estar envolvidos no processo da excitação sexual, fazendo com que haja uma espécie de bloqueio da sensação máxima de prazer.

Mais uma vez a repressão sexual também pode ser a causa dessa queixa fazendo com que a mulher não se sinta no direito de tirar proveito e prazer do sexo. Conflitos inconscientes podem fazer com que ela até consiga ter a relação, ser penetrada, mas chegar ao gozo, literalmente, tirar intenso prazer do sexo, parece desencadear sentimentos de culpa e assim o bloqueio psicológico ocorre impedindo que ela chegue ao orgasmo.

Em alguns casos a dificuldade de obter orgasmo com a penetração se dá apenas pela falta de entrosamento dos parceiros no ato sexual. É preciso que a mulher seja estimulada de forma adequada e precisa estar relaxada para responder a essa estimulação. A maneira de se fazer a penetração e a forma de se fazer os movimentos muitas vezes torna difícil o contato do clitóris com a base do pênis , fazendo com que a mulher tenha dificuldade de sentir o estímulo suficiente para obter o orgasmo.

Nem todas as pessoas sabem que a parte mais sensível da vagina é o clitóris que fica fora do canal vaginal. Assim, o movimento do pênis dentro da vagina traz maior sensação à mulher quando é capaz de provocar um atrito indireto no clitóris.

Muitas vezes o casal não tem uma intensidade de preliminares suficiente para provocar excitação na mulher. Alguns homens buscam a penetração assim que conseguem obter a ereção e se a mulher ainda não se sente excitada o bastante, não chegando a nem mesmo a ter lubrificação vaginal, o orgasmo fica ainda mais difícil.

Não existe nenhum padrão no que se refere às respostas sexuais masculinas e femininas. Por isso é importante que cada pessoa busque conhecer como funciona seu próprio corpo, como ele reage aos estímulos e como gosta de ser tocado para que consiga sentir prazer. É muito importante que a mulher aprenda a se tocar, a conhecer como seu corpo funciona, de que tipo de estímulos ela precisa para se excitar e não deixar essa descoberta sob a responsabilidade do parceiro.

Muitos são os fatores que podem causar a inibição do orgasmo e eles podem ser descobertos e tratados através da Terapia Sexual.

 

Por meio da Terapia Sexual a mulher vai se conhecendo melhor, entrando em contato com seus conflitos intrapsíquicos que originaram a sua dificuldade sexual.

Simultaneamente, com as experiências sexuais prescritas, ela vai aprendendo a diminuir a inibição, a entrar em contato com seu corpo sem ansiedade, a conhecer o que lhe dá prazer, além de aprender a se colocar melhor nos relacionamentos interpessoal e conjugal , melhorando assim a sua comunicação com as pessoas de modo geral e também com o seu parceiro.

A difícil comunicação, a hostilidade, brigas e mágoas no relacionamento conjugal, muitas vezes são responsáveis pelas disfunções sexuais.

É imprescindível a análise de um profissional para um tratamento eficiente. Ligue agora e marque sua consulta. (31) 3282-5661